sábado, 20 de outubro de 2007

A VIDA E A FE

PORTO, 2007.10.20


A VIDA E A FÉ

Hoje estou com pouca fé ... talvez mesmo nada!
Há dias assim. Dizemos cá para nós.. hoje não.
Vejo no mundo desconfiança e iss não me agrada
E não vejo ninguém com essa preocupação....

De perceber as coisas e tentar ensinar sobre
Tudo aquilo que eventualmente esteja mal ...
E saber o que pensa disto o camarada pobre
Que, lá no fundo, é o que percebe, disto afinal.

O panorama internacional é miserável e triste
Vejo-os à porrada uns aos outros e ninguém desiste
De parar com essa doideira de tão pouco agrado...

È o ambiente cada vez mais ao contrário do correcto
É trocar tudo dizendo ângulo agudo quando ele é recto
E é esta a nossa triste sina é este o nosso triste fado....

João Brito Sousa

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

POEMA

Porto, 2007.10.15

MÃE

Como é duro ficar sem ti!.... É mais que ficar triste...
É não saber nada de nada; nem para onde ir ou ficar!...
Procuro-te Mãe ..mas o amor que me davas não existe
Neste mundo de agora ninguém tem nada para dar..

Mas tu davas-me sempre, Mãe… lembras-te daquele Natal
Que pensava não tinhas nada para me dar e tudo me deste...
E quando eu fui à chaminé de manhãzinha ...pude ver afinal
Que tinhas muito para me dar... mas o que tu não soubeste

É que eu beijei as batatas e os sabugos que me ofereceste
Como se fossem elas as prendas mais lindas que tu me deste
E obriguei o meu coração a dizer-te, Mãe.. muito obrigado..

E porque não fui o filho que deveria...venho-te hoje dizer
Que quero me perdoes alguma garotice que te fiz sem querer
Mãe, é muito difícil viver aqui sem te ter a ti a meu lado.


João Brito Sousa

domingo, 14 de outubro de 2007

COMO O TEMPO CORRE

PORTO, 2007.10.14

O TEMPO CORRE

Não dou pelo tempo que passa...
Quando dou por mim já passou!..
Esgota-se o tempo e por graça
Procuro por mim e cá estou.

Gostei e gosto da vida
Passei a vida a trabalhar..
Tenho tanto que fazer nesta “lida”
Não sei por onde me hei-de voltar.

Ó Moços dessa juventude
Se estão espera que isto mude
Muito tempo têm de esperar.

Mas se não se mexe é pior.
Façamos qualquer coisa sim senhor
Ninguém precisa de mandar.


João Brito Sousa

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

ANIVERSÁRIO DE UM AMIGO

PORTO, 2007.10.12

Ao meu amigo JOÃO PATULEIA que fez anos e eu não soube.

MEU CARO JOÃO,

Conheci o teu pai a jogar à manilha com o Mestre Bernardino, com o Ti Sebastião Apolo e com o Ti Alexandre aos domingos à noite na Sociedade Agricultora do Patacão. Não me lembro se conheci a tua Mãe mas sou da geração do teu irmão e somos amigos.

A ti, que és mais novo, conheci-te quando passava à tua porta com o carro e a mula e ia regar o milho à hortinha da Mercedes do Joaquim Ladeira. Velhos tempos...

Tenho por ti uma enorme consideração e amizade o que aliás toda a gente que te conhece tem. Porque tu es um HOMEM BOM.

Aceita um abraço de parabéns pelo teu aniversário e toda a minha amizade, expressa neste soneto que tenho a mania que sei fazer.


A UM AMIGO QUE FEZ ANOS DE VIDA


João, foste sempre um exemplo prá malta..
Por isso eras tu sempre o nosso capitão!...
E continuas a sê-lo sempre que faça falta
Porque ainda és a referência do Patacão....

Vejo toda a gente gostar de ti e respeitar-te...
Porque tu és um bom amigo e grande homem.
Por isso, meu caro, nunca deixes de apresentar-te.
Com a boa disposição que o homem bom tem...

Meu velho amigo João o que é que há a fazer?
Entre nós só quero uma coisa : amizade até morrer
E em nome da malta quero- te dizer que desejamos....

Que continues a festejar com a família o teu dia
Que sejas feliz e que a vida a ti e aos teus sorria
Porque tu és um Homem bom que todos gostamos.

João Brito Sousa

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

MATO E MORRO

MATO E MORRO de João Fernandes editado pela Prefácio


Acabei de ler o MATO e MORRO do João Fernandes a quem dedico este soneto.

MATA E MORRO


O título do livro é sugestivo e concordo com ele....
Na guerrilha... as coisas passam-se como se diz aqui.!
Ou tens coragem para matar, disparas e salvas a pele,
Ou morres porque o inimigo dispara logo sobre ti. ...

E é este aspecto que está claramente narrado na obra...
Para a guerrilha fazer, lê o livro não vás à tropa... não...
Com a leitura dele ficas com preparação até de sobra ...
Para te defenderes a ti e aos teus camaradas dessa missão!

Aspectos de liderança e factor surpresa, o livro contem
E lê-lo é querer saber já o que na página seguinte vem
Porque o autor nos arrasta e o livro está bem escrito...

Clareza de ideias, ritmo e melodia.... tudo isto existe
E estou convencido que a livros destes ninguém resiste
E é isso que depois de o ter lido aos amigos tenho dito.


João Brito Sousa

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

UM ABRAÇO PARA A LUNDA NORTE

Cheguei a Luanda em 12 Fevereiro de 1984...
E no dia que atacaram o Cafunfo cheguei eu à Lunda Norte
Naquele tempo... chegar era uma sorte.
Estava lá um Engenheiro Geólogo do Patacão
Filho da professora Feliciana que morava em frente ao Julião
E que dava aulas em Santa Bárbara de Nexe
E que foi na marcha com a filha e correu tudo bem...
Não morreu ninguém....

Mentira
Morreu o Engenheiro com diabetes.. já não tinha insolina

De resto foram anos mais ou menos.. mais menos que mais.
A nossa salvação foi o Zé Manta e a Isabel que davam café à malta
E tudo o resto que nos fazia falta...

E como o Zé era um exímio jogador de ténis
Pelo menos ganhava a todos com o seu jogo carregado de beleza..
Era por isso o melhor deles todos de certeza...

Uma vez ainda fui árbitro dessa coisa...havia uma cadeira ao fundo
E o Mário Freitas disse-me.. senta-te além e vê se a bola vai fora
Foi num dia que estava lá o Dr. Craveiro... um bom homem
Eu não vi bola nenhuma ir fora.... só via o Filipe aos coices
O maior espectáculo do mundo era ver jogar o Filipe que não jogava um corno.

Estava a malta na varanda da má língua e passava o Filipe....
Equipado a rigor... todo de branco e todo engraxado
Parecia uma puta... .
Ó Filipe .. onde é que vais ó canzil?:... e o Filipe moita… .
Nessa noite o Filipe ia trocar no court umas bolas com o Zé Manta
E a malta, depois do Filipe passar ... íamos ver o treino.... e o Filipe gritou logo
Ou vocês estão aqui calados ou eu não jogo...

A primeira bola vem .. e o Filipe devolve com toda a sua intuição
De tal modo que a bola foi parar à casa da Administração..
Mas o Filipe não desistia ... e dizia para o Manta... Zé manda outra
Que agora é que é ... mas nunca era...
E a gente atacava o Filipe ... ele parecia uma fera
Roncava que nem um cão...
E a puta da bola ia sempre parar à Administração...
Nunca mais o vi...

A Isabel Manta chamava-nos por nomes de grandes tenistas:
Eu era o alemão Becker, o sardento e russo... como o Filipe
A quem a Isabel chamava o grande Biorne Borge
E o Filipe dizia ao Zé Manta que lhe ia ganhar
E, continuava, amanhã de manhã vou treinar
Quero te ganhar....

O bom era quando ia também o Rosa MARQUES
Dava cabo da cabeça do Filipe.

O ROSA MARQUES era o guarda redes de futebol na piscina
Ele é que escolhia a linha... chamava logo o Teixeira... que era um caceteiro do catano
Eu jogava quase sempre do lado do Chainho, um alentejano de Beja
Que trabalhava nos armazéns e chamava corno ao Caeiro RAMOS
Ou era ao contrário....
Eram touradas atrás de touradas.

Para a porrada estava lá o Carvalho
Bom... eu também dava... uma vez apliquei uma cacetada no Coelho
Que ele foi de pantanas ... de tal modo foi que o Coelho que era
Um rapaz encantador.... a queixar me disse... ó Brito vai-te foder....
Isto assim não pode ser...
E eu disse.. Coelho amigo... o povo está contigo.

O João GOMES e o Xico COUCEIRO
Este último um bom caceteiro
O João era cerebral
Tinha um futebol de passe corrido ... genial.

O JOÃO ALMEIDA do Miranda e do LOPES de Estarreja...
Que já faleceu....
Bom homem que morreu

E o MANUEL MACHADO e o BARBOSA dos computadores....
O Chefe de Gabinete da Contabilidade e o adjunto
Malta valente que me ajudaram tanto!..
O LUÍS COIMBRA e o Dr. AZENHA MOÇO
Que à chegada ao Hospital de ANDRADA
Dei-lhe logo trabalho... parti os dedos do pé esquerdo com a porrada
Que dei no Coelho
Hoje ilustre presidente da Câmara de Odemira....

E não posso deixar de recordar aqui ... o meu grande amigo e cirurgião
O Dr. CARLOS de SOUSA
Que era comuna e não queria que eu falasse de doenças....
E eu dizia-lhe... Carlos, vamos falar de doenças só até aquele Volksvagen

E havia ainda a equipa maravilha...
Que muito tem para contar.
Eram sete:

LUÍS ROCHA (ainda lá está), SOUSA DUARTE, JOAQUIM GLÓRIA, VICENTE , ALVES, MANEL RODRIGUES e... ficou tudo na mesma.

Falta alguém escrever esta história...

Eu vou escrever a minha.




Lunda norte ... hei-de voltar a ti....

João Brito Sousa

POESIA PARA O PATACÃO

PORTO, 2007.10.09

Para o JOÃO PATULEIA que é mais que um amigo.


NUNCA VI IGUAL!...

João, melhor... João Patuleia ou meu querido amigo ...
Não sei como a ti me dirigir; és um amigo e mais nada!
Mas quero que saibas que foi bom ter estado contigo.
Aí a tomar café com o Zé Marques a mulher e a cunhada.

João, honradamente te quero dizer... que de nós todos
Foste um dos de maior estaleca que eu vi em competição.
A defesa direito, a central a avançado era energia a rodos
Foste o melhor de sempre no Sporting Clube do Patacão..

E foste tu que chamavas de Di Stefano ao grande Lili
Que chamavas Carvalho ao Horácio carteiro que eu bem vi,
Deixa lá ... somos todos amigos e nada disso nos fez mal!...

Mas agora a ti meu velho, que vens dos PATULEIAS...
Que tudo resolveste no futebol do Patacão com as tuas ideias
Quero-te dizer que foste o campeão que nunca vi igual...

João Brito Sousa

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A CAUSA REPUBLICANA

PORTO, 2007.10.09


A CAUSA REPUBLICANA

Vai terminar a Monarquia e outro regime vai surgir...
Com o propósito inicial de resolver todos os problemas
Agora a política será de todos e, pessoal, está no ir...
Nunca mais ser mandado; quero o povo sem algemas.!....

Vamos todos trabalhar em conjunto... era a grande ideia
Mesmo que não gostes vem, junta o teu ideal ao nosso.
No fundo queremos todos ter pequeno almoço e ceia
Sem isso, caro amigo, viver, nem tu podes nem eu posso!

Seja qual for o nome da causa apenas interessa a causa
E pensemos todos nisso seguindo-se depois uma pausa
Para que juntos reflictamos e concluamos do serviço,

Temos obrigação de dar à vida uma clara unicidade
De pôr nela todo o nosso empenho e responsabilidade
E assim reivindico de todos o melhor esforço para isso


João Brito Sousa

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

AMIGO PROENÇA

Porto, 2007.10.08

Ao Mário Proença Leonardo


FORÇA MEU GRANDE AMIGO PROENÇA

Ainda não tive a honra nem o grato prazer...
De ter estado com o Mário em qualquer lugar.
Mas aprecio a sua sinceridade e o enorme querer
Que vem manifestando em comigo dialogar...

Falamos sobre todos os assuntos... sim senhor!...
Começamos ocasionalmente com o futebol paixão...
E vim a saber que o Proença também é escritor
Mas diz-me agora que está num momento não....

Mário... hombre...ouve bem o que eu te digo...
A depressão que falas não poderá conviver contigo
Porque é um monstro parecido com uma doença ...

Mais uma vez te peço que no que te digo medites
E se de mim algo precisares, já sabes, não hesites
E daqui te digo :”força meu grande amigo Proença”...

AO AMIGO ZÉ MARQUES

Porto, 2007.10.08


AO AMIGO ZÉ MARQUES


Velho amigo.... da minha infância e geração...
Homem simples...hoje como foste ontem!
Recordo o teu trabalho nos tractores à campeão...
E foi na companhia deles que te fizeste homem.

Gostei muito de te ver ó grande amigo!...
E foi de tal ordem que não mais vou esquecer
A tua presença e os cafés que tomei contigo
Porque és aquele homem que me encanta ver...

Porque és um amigo que não enganas; és sincero...
E são pessoas como tu que à minha volta quero...
E à sociedade és preciso também podes ter a certeza....

Por isso....grande amigo Marques... homem de bem...
Continua nesse rumo de honradez que não há quem
Não se sinta honrado de se sentar à tua mesa!....


João Brito Sousa

domingo, 23 de setembro de 2007

POESIA

PORTO, 2007.09.23


A CARABINA DO AQUILINO


Se ele a usasse era para limpar o cebo ao Salazar
Que nesse tempo era um patife e fazia-nos sofrer
Os mais progressistas mandava-os ele a todos matar....
Era um terror essa desgraçada forma de se viver...

Lá que dava vontade de comprar a carabina, dava...
Porque a situação era de grande aperto de cinto.
E de entre os políticos ninguém se encontrava
Disponível para mudar as coisas cá neste recinto...

Fome era muita... mas sobretudo para alguns
Mas havia muita gente que não tinham nenhuns
Recursos disponíveis desde muito pequenino...

A agitação era a geral e o Pais viva em dificuldades
O povo estava cansado dessas irresponsabilidades
E daí resultou esta ideia da carabina ao Aquilino..


João Brito Sousa

sábado, 22 de setembro de 2007

UMA GRANDE COLEGA

UMA GRANDE COLEGA!

Celina Pereira velha amiga.. como estás?..
Nestes versos vai um cumprimento especial,
Para a grande mulher e colega que me trás
Sempre à lembrança aquela aluna genial. ...

Fosse onde fosse.. o terreno estava conquistado
Para ti grande mulher obstáculos não havia...
O teu percurso foi digno correctíssimo e honrado
E fizeste jus a todos os teus direitos de cidadania.

E lutando... argumentando e dialogando conseguiste...
Obter para ti e para o outros tudo o que perseguiste
Porque a uma mulher inteligente nada se nega...

Os valores íntegros que cultivaste honradamente...
Fazem de ti a amiga, a grande mulher e certamente..
Dentro da nossa geração uma grande colega.

João Brito Sousa

OS LIVROS

OS LIVROS...

Gostei muito de visitar o seu espaço...
Porque fala de leituras e de escritores.
Ler e escrever é o que todo o dia faço
E é com prazer que visito os senhores.

Para lhes dizer que gostei de entender...
Que um livro para vós é importante!
E ainda porque fiquei também a saber
Que quem vos visita e lê é visitante...

E já agora que os considero simpáticos
E escolhem tão bem os assuntos temáticos
Fico visitante e gostava de perguntar?..

Se eu enviar trabalhos em verso ou prosa
Coisa da minha lavra .. coisa toda nova
Os senhores importar-se-ão de publicar?...

João Brito Sousa

OS MILHÕES DO FUTEBOL

OS MILHÕES DO FUTEBOL


Foi o Comendador Berardo que falou certo...
Que referindo-se ao amor do Costa foi duro
Devia estar no Benfica aos 25 anos ou lá perto
E não em final de carreira com pouco futuro.

Mas a malta da bola por ser curta a vida....
Não desperdiça nada e surgindo ocasiões!..
Assinam contratos que surjam de seguida
E isso para alguns dá-lhes muitos milhões

Milhões a sério, muito dinheiro a receber
Mas isso acontece a um em mil podem crer
E os outros vivem todos mal... sem nada...

È uma actividade sem pés nem cabeça
Que provoca emoções logo que começa
E às vezes acaba com todos à porrada...


João Brito Sousa

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

POESIA

PORTO, 2007.09.21


VOU GOSTAR!...

Muito me dizes ó Proença...
Que tens textos publicados
Escrever é uma doença
Que nos trás obcecados...

Mas tudo bem.... vou tentar
Ver a qualidade da tua escrita
E valorizo-a bem se encontrar
O aspecto humano na dita...

Para mim, a arte é o principal
Mas a humanidade vai mal
E por isso temos que ajudar!..

Dando um conselho e dizer
Que a vida é para viver
Se fizeste assim vou gostar...


João Brito Sousa

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

POESIA

LEMBRAS-TE?...

Já estávamos ambos deitados e a dormir bem...
Sim que tu para essa coisa de chegar, deitar e ficar...
Eras um campeão a dormir como não vi ninguém...
Mas nessa noite coisa grave estava para chegar..

A páginas tantas começam as paredes a tremer
Acordas e dizes-me .. mas o que é que se passa?.
Não sei, sei lá o que é que raio está a acontecer?...
E dizes tu... é pá, cheira-me a grande desgraça!....

E aconteceu que a parede começou a dar...
Parecia uma máquina de costura a trabalhar
E que parou logo mas apanhámos grande cagaço...

Era um terramoto que quis passar pela capital
Mas que no fim de contas não nos fez mal..
Criou-nos apenas um susto e um pequeno embaraço

João Brito Sousa

POESIA

HOJE NÃO!...


È noite e parece que a inspiração já saiu...
Não tenho nada cá dentro... tudo se perdeu!...
Quero acreditar que o meu coração mentiu
Ao pronunciar-se sobre o que aconteceu!...


De ti vim a sentir essa tão longa ausência
Que me forçou a pensar em tudo e em nada!...
E desse pensamento resultou mais experiência
Para trazer a minha mente mais sossegada...

Mas não sei se estar nesse sossego chegará...
Porque as solicitações da vida de tantas que há
Podem provocar em cada dia nova situação!...

E devemos todos estar preparados para tal.
E não quero dizer com isso que algo de mal
Me tenha acontecido... não poderia... hoje não!...

João Brito Sousa

terça-feira, 18 de setembro de 2007

POESIA

PORTO, 2007.09.17


POESIA É... SENTIR


Ontem...passaste à tardinha pelo meu quintal...
E fizeste que ela se tornasse mais emocionante..
Porque senti que o meu coração te quer... afinal
E és o que na minha vida há de mais importante!..

Porque tu agora fazes parte de mim e do meu ser,
O meu coração sente isso... não me vai enganar!...
Verdade é que só com amor o homem pode viver
E só com sentimentos e emoções se pode amar...

A vida é amor... vive-se com amor...e por amor...
Seguindo esse caminho vamos bem sim senhor....
Por isso, encaremos a vida com optimismo e a sorrir

A vida é tudo o que quisermos que ela deva ser
É como um poema que para o ser deverá conter
Sentimentos expressos porque... poesia é sentir..

João Brito Sousa

domingo, 16 de setembro de 2007

POESIA

PORTO, 2007.09.16


UM POEMA PARA TODOS...


Está na hora de escrever um poema para todos...
E dizer coisas que sinto serem necessárias dizer!
Canalizar tudo melhor do que se gasta a rodos...
Em actividades mais úteis... para todos satisfazer..

Parece matéria simples de colocar em acção... será?...
Os patrões querendo .. sim. Criar para todos trabalho
É o único caminho ... e é aqui que o Mundo deverá
Preparar as coisas não ficando ninguém fora do baralho.

Trabalhar... é indubitavelmente o caminho, a luz...
A forma correcta de funcionarmos... já disse Jesus.
Por isso .. meus amigos ..o. trabalho é um direito!

O Mundo inteiro terá a obrigação de proporcionar
Condições mínimas para que possamos trabalhar
E encontrarmos na vida motivação e proveito!...

João Brito Sousa.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

POESIA

POTO, 2007.09.12



SONETO


AO JOAQUIM BORREGO


Soube apenas hoje pela crónica do L. Cunha,
Que passas agora a atender por Joaquim!...
Se eu estivesse aí convosco eu é que te punha
O pseudónimo indicado a ti e não era assim..

Frank... tu.... borrego?... quem disse isso... anh!...
Tu és o melhor homem do mundo, podes crer...
E porque sempre te vi com cabelo de pouca lã...
Para pseudónimo ...todos, mas esse não pode ser.

Joaquim... ainda vá que não vá ...é de dançarino...
Coisa que tu foste sempre desde moço pequenino,
E velhaco? Foste?.. não... dizer isso até parece mal...

Então... e porque tenho muita honra em ser teu amigo
Borrego nem pensar... chamar-te por isso não consigo
Acho melhor que sejas o Joaquim Cavalheiro Leal..


João Brito Sousa

POESIA

PORTO, 2007.09.11

A PROSA DA FLORBELA


Não sei se a prosa da Florbela é triste?...
Mas vigorosa é... e autêntica e pura também!....
A gente lê... pensa... medita e não resiste .
A reflectir sobre tudo o que a vida contem ...


Ler Florbela... é sair um pouco de nós....
E procurar a razão certa do nosso sentir....
É esperar, é espreitar é escutar aquela vós
Que anunciará a esperada hora de partir.....

Viver não é parar; é continuamente renascer...
É olhar para dentro de nós para conhecer...
Aquilo que a nossa alma só a nós revela...

Amor e ódio ... alegria, sofrimento... afinal,
O que é a vida.... a felicidade é utopia ou real?
É nesta dúvida que vive a prosa da Florbela......


João Brito Sousa

sábado, 8 de setembro de 2007

POEMA

PORTO, 2007.09.08



A AULA DE HOJE


Quem dá a aula hoje... sou eu... ó meninos!...
Porque eu tenho coisas bonitas para vos dizer ...
Umas... aprendi com vocês quando pequeninos
E outras com alguém que jamais pude esquecer...

Na aula, sabes o que nos valia...ó companheiro!
Não foram só os livros não... aquilo que nos valeu,
Foi termos tido uma professora... amiga primeiro ...
E depois quase mãe ... que tanto carinho nos deu..

E que nos ensinou o que sabia e ainda foi estudar...
Para que pudéssemos com segurança caminhar....
E não sermos conhecidos por insuficiente preparação.

No nosso tempo havia brio, honra e conhecimentos
Ao contrário de hoje onde só temos aborrecimentos
E não temos professores para nos dar a formação...

João Brito Sousa

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

POESIA

PORTO, 2007.09.06


A VITÓRIA

As pessoas daqui entendem a vitória!...
A qualquer preço; só interessa ganhar.
Seja com uma exibição de má memória
Ou jogando com a vontade de triunfar...

Devemos ser justos na apreciação!
Porque nos doem as coisas viciadas,
Vejemos as coisas à luz da razão...
Deixemos de lado as coisas erradas.

Se for justa e clara a vitória sabe bem!...
Se não o for prejudica sempre alguém...
E não é isso que afinal... o que se quer...

O importante é clareza e honestidade!...
Que a vitória se baeie na verdade,
E não naquilo que se tem visto fazer....


João Brito Sousa


João Brito Sousa

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

AO ARQUITECTO HERMÍNIO

AO ARQUITECTO

A Hermínio Oliveira


Com os fatos e sapatos sempre a rigor
Todo ele era requinte, elegância e fascínio...
O laço azul, dava-lhe o ar de professor,
De que se orgulhava tanto o Prof. Hermínio.

Imponente, sóbrio vertical e duro...
O arquitecto era um homem respeitado,
Culto, intelectual e com argumento seguro
Era por todos um homem admirado!...

Vais-te embora ó arquitecto.. está na hora...
Deixa lá ... um dia iremos todos daqui para fora
È uma questão de espaço, já não temos lugar...

Mas toma nota ó Hermínio, tu vais mas deixaste
À cidade o grande espólio do que nos ensinaste
Por isso, um lugar eterno para ti vamos reservar


João Brito Sousa

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

POESIA

Porto, 2007.09.05

NÃO TENHO A CERTEZA...


Será que esta porra da humanidade vai melhorar?...
Os indicadores são maus e falo só dos disponíveis....
E não vendo nada nem ninguém para os contrariar
Receio que se venham a atingir os piores níveis !...

A vida está aí na rua a saltitar continuando a exigir
Que a alimentemos a ela e ainda as suas exigências!...
Mas para que isso aconteça terei de lhe falar e pedir
Trabalho para desenvolver as minhas competências..

Isso para todos não há... e é aí que está o problema!
Não há que hesitar, assumamos que é este o dilema
Como ouvi à pouco dizer na TV a Madre Teresa.

Se DEUS acha que não podemos ficar todos ocupados...
Então, do mal o menos, far-nos-ia todos remediados
Mas era bom de mais, mas não tenho disso a certeza.


João Brito Sousa
.

NÃO TENHO A CERTEZA

Porto, 2007.09.05

NÃO TENHO A CERTEZA...


Será que esta porra da humanidade vai melhorar?...
Os indicadores são maus e falo só dos disponíveis....
E não vendo nada nem ninguém para os contrariar
Receio que se venham a atingir os piores níveis !...

A vida está aí na rua a saltitar continuando a exigir
Que a alimentemos a ela e ainda as suas exigências!...
Mas para que isso aconteça terei de lhe falar e pedir
Trabalho para desenvolver as minhas competências..

Isso para todos não há... e é aí que está o problema!
Não há que hesitar, assumamos que é este o dilema
Como ouvi à pouco dizer na TV a Madre Teresa.

Se DEUS acha que não... como estaremos ocupados?...
Então, do mal o menos, far-nos-ia todos remediados
Mas era bom de mais e não. ... não tenho a certeza.


João Brito Sousa

SEMPRE A SORIR

PORTO, 2007.09.04


SEMPRE A SORRIR ...

Um princípio elementar para vencer a vida
É encará-la de frente... vai dar tudo certo!
Mas com confiança e não de atitude fingida...
Depois é pôr tudo a andar... e o olho aberto...

Se fizeres assim terás estrada para andar...
E só terás de te convencer a ti que sim...
E trazer um sorriso para te acompanhar
E deixar fluir...que é melhor para ti assim...

E quando os dias caem e amor não chega
Sorri igual... não desiludas essa alma cega
O amor quando é amor não deixa mentir...

Põe amor em tudo o que fazes na vida
Vais ver que levas tudo e todos de vencida
E vive alegremente e sempre a sorrir!...


João Brito Sousa

terça-feira, 4 de setembro de 2007

SONETO

PORTO, 2007.09.04


ÀS COSTAS DO MARRECO.



De um camarada marreco (perdoa-me amigo!...)
Que é inteligente e conhece muito bem a vida.
(Peço perdão sincero se aqui invoco o teu castigo)
Vou contar uma história honrada com ele ocorrida.

Uma tarde... um da terra perguntou-lhe a brincar....
Ó camarada ...levas-me às costas ... até à cidade?
Às costas não te levo porque assim não poderia andar
Mas levava-te de arreata com todo o à vontade...

E concluí que a resposta do que como burro foi tido
Alterou as regras do jogo deixando o adversário batido
Que ficou no seu canto arrasado e de semblante seco...

Por isso, eu considero que a rapidez no raciocínio
È uma boa arma para se atacar logo de início
Deixando o adversário como o inimigo do marreco.



João Brito Sousa

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

PENSO... LOGO EXISTES

PORTO, 2007.09.03

PENSO ... LOGO EXISTES.


Cheguei, estou por aqui e por aqui ando...
Nesta terra que escolhi para viver!...
Uns dias passo-os rindo outros cantando
Mas não fui obrigado; estou por querer.

Em qualquer lugar temos de estar...
Por isso, façamos então por estar bem...
Num lado qualquer vamos ter de acabar
Mas façamos para ser felizes também...

Faz o que tens a fazer que está tudo feito
Tudo foi estudado e orçamentado a preceito
E depois de estar tudo feito vê se resistes.

E não partas sem dizer ... não é simpático!
Vê a vida pelo lado mais belo e mais prático
Porque se eu penso... é que logo existes. ..


JOÃO BRITO SOUSA

sábado, 1 de setembro de 2007

FADO DE AGOSTO

PORTO, 2007.08.31


FADO DE AGOSTO


Fado.... Palavra mágica para quem aprecia
Uma boa mensagem imbuída em boa voz...
Ouve-se a história com interesse e simpatia
E sente-se bem a felicidade dentro de nós.

Fado... é canção que nos vem tranquilizar
E traz-nos ideias de outros casos vividos!...
E o fado de Agosto cujo mês está a terminar
É o que nos deixa a nós mais enriquecidos...

É a hora da seara na herdade sem fim...
E tu meu amor, vens para o pé de mim
E assim preparamos o futuro com gosto

A brisa vem e as tardes caem no horizonte
O trabalho findou e juntos vamos à fonte
E trocamos um beijo à hora do sol-posto.

João Brito Sousa