PORTO, 2007.08.30
A HABITAÇÃO DELE...
Em frente à casa onde vivo, há... em terra batida,
Um largo.... onde “residem” automóveis ali deixados
Pelos proprietários que ali os abandonaram na ida
Utilizando-os no regresso a casa por já cansados.
Mas todos estes que se deslocam e deixam o carro aí
Têm a sua habitação própria para onde vão agora.!...
Mas no Largo há uma viatura que está sempre por ali
E serve de residência a um trabalhador que lá mora
Uns têm tudo e outros ... mas isto funciona assim
E a sociedade nada faz quer a coisa seja boa ou ruim
Cada um que se desenrasque e deixe tudo até a pele..
E se desse trabalho não se vir o resultado esperado
Só temos um caminho a seguir é trabalhar dobrado
Como faz o trabalhador do carro e habita nele...
João Brito Sousa
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
MELHOR
PORTO, 2007.08.30
MELHOR
Se encontrares alguém parado na estrada...
Talvez esteja procurando o seu caminho.
Não te interrogues e nem sequer digas nada
Deixa estar... ele resolverá o assunto sozinho!
Às vezes é preciso deixá-los a pensar e a sós
Dar tudo para quê? ... o que é que te deram a ti?
Aqueles que mais te deram foram os teus avós
Mas esses infelizmente já não se passeiam aqui.
Ò meu camarada ó meu amigo.... ó campeão
Não te deixes invadir pela incerteza da razão
A caminhada esta feita e abordá-la é pior...
Tudo se resolverá a bem... pensa bem nisto
Faz como eu, que, mesmo mal, nunca desisto
E acredito que proximamente virá algo melhor...
João Brito Sousa
MELHOR
Se encontrares alguém parado na estrada...
Talvez esteja procurando o seu caminho.
Não te interrogues e nem sequer digas nada
Deixa estar... ele resolverá o assunto sozinho!
Às vezes é preciso deixá-los a pensar e a sós
Dar tudo para quê? ... o que é que te deram a ti?
Aqueles que mais te deram foram os teus avós
Mas esses infelizmente já não se passeiam aqui.
Ò meu camarada ó meu amigo.... ó campeão
Não te deixes invadir pela incerteza da razão
A caminhada esta feita e abordá-la é pior...
Tudo se resolverá a bem... pensa bem nisto
Faz como eu, que, mesmo mal, nunca desisto
E acredito que proximamente virá algo melhor...
João Brito Sousa
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
POEMA
O TAMANHO DA VIDA
A minha dúvida é essa; a vida terá comprimento?...
Altura e peso.... E será susceptível de medição?...
Se não tiver isso ao menos tem sofrimento?...
È esta problema que trago na palma da minha mão.
Tanta gente célebre sobre isso já se interrogou.
Tantas congeminações se fizeram... interrogações...
Mas da vida nem sabes como é que ela começou...
Como é que hás-de saber agora acerca de medições.
É maior do que aquilo que possas imaginar...
(Apenas como exemplo, podes ver a força do mar)
Mas deita-te na cama, pensa e vê lá se consegues.
Mas vai preparado para não desistires à primeira
Leva toda a vontade que armazenaste na vida inteira
E se chegares a alguma evidência não nos negues.
João Brito Sousa
A minha dúvida é essa; a vida terá comprimento?...
Altura e peso.... E será susceptível de medição?...
Se não tiver isso ao menos tem sofrimento?...
È esta problema que trago na palma da minha mão.
Tanta gente célebre sobre isso já se interrogou.
Tantas congeminações se fizeram... interrogações...
Mas da vida nem sabes como é que ela começou...
Como é que hás-de saber agora acerca de medições.
É maior do que aquilo que possas imaginar...
(Apenas como exemplo, podes ver a força do mar)
Mas deita-te na cama, pensa e vê lá se consegues.
Mas vai preparado para não desistires à primeira
Leva toda a vontade que armazenaste na vida inteira
E se chegares a alguma evidência não nos negues.
João Brito Sousa
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
UMA BOA SEMANA
PORTO, 2007.08.27
UMA BOA SEMANA
Para aqueles que me visitam e lêem... eu quero!...
(Se é que acham piada a isto que aqui escrevo e digo...)
Que tenham uma boa semana... e neste voto sincero,
Vai toda a minha amizade e qualidade de bom amigo.
AMIGO, é a palavra que eu amo; é a minha preferida.
Nada é melhor do que ter amigos e ser um bom amigo.
Isto faz sentido a tudo, ouviram?... até à própria vida
Sem amigos nada tem sabor e nem venham ter comigo....
Portanto, fiquem todos, mas todos, a saber desde já
Que é esta a minha filosofia de vida...e melhor não há
Com os amigos eu tenho toda a estrada para andar!..
Por isso, eu desejo a toda a malta que pense bem
Antes de se fazer ao caminho, só ou com alguém ...
Que assuma a sua atitude honradamente sem vacilar.
João Brito Sousa
UMA BOA SEMANA
Para aqueles que me visitam e lêem... eu quero!...
(Se é que acham piada a isto que aqui escrevo e digo...)
Que tenham uma boa semana... e neste voto sincero,
Vai toda a minha amizade e qualidade de bom amigo.
AMIGO, é a palavra que eu amo; é a minha preferida.
Nada é melhor do que ter amigos e ser um bom amigo.
Isto faz sentido a tudo, ouviram?... até à própria vida
Sem amigos nada tem sabor e nem venham ter comigo....
Portanto, fiquem todos, mas todos, a saber desde já
Que é esta a minha filosofia de vida...e melhor não há
Com os amigos eu tenho toda a estrada para andar!..
Por isso, eu desejo a toda a malta que pense bem
Antes de se fazer ao caminho, só ou com alguém ...
Que assuma a sua atitude honradamente sem vacilar.
João Brito Sousa
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
CARRETILHAS
Ao LUÍS CUNHA,
A propósito do teu texto colocado no blog ”A DEFESA DE FARO” com o título “CARRETILHAS” , termo que não conhecia, direi que efectivamente só conheci dessas brincadeiras, talvez estúpidas, as bechininas e as bombas, que eram bastante perigosas, pois houve muita rapaziada que ficou com os dedos das mão em muito mau estado, por falta de habilidade no manejo das ditas.
Aconteceu-me isso a mim, dei mecha na bomba larguei-a antes de tempo, joguei-a para fogueira, a bomba não rebentou.... fui buscá-la de novo e ela... pum... mas ainda consegui largá-la a tempo.
Bombas e bechininas de S. João nunca mais... jurei a mim mesmo.
CARRETILHAS, BOMBAS E BECHININAS
Essa coisa da “carretilha” ou pistolas de fogo
Que expeliam jactos faiscantes que desenhavam
Caprichosas figuras luminosas nesse jogo
Jogado entre os carretilheiros que as largavam
Confesso não saber o que são nem as conhecer,
Só conheci as becheninas e as bombas de S. João.
Que largávamos à fogueira e desatavam a correr
E as bombas largavamo-las antes de rebentar na mão.
És tu Luís que dizes que as ditas eram empunhadas
Por manipuladores que as jogavam naquelas noitadas
Onde desenhavam caprichosas figuras luminosas...
E dizes ainda que no barrocal algarvio havia
Combates de carretilhas até quase ao romper do dia
O que tornava aquelas noites mais saborosas.
João Brito Sousa
A propósito do teu texto colocado no blog ”A DEFESA DE FARO” com o título “CARRETILHAS” , termo que não conhecia, direi que efectivamente só conheci dessas brincadeiras, talvez estúpidas, as bechininas e as bombas, que eram bastante perigosas, pois houve muita rapaziada que ficou com os dedos das mão em muito mau estado, por falta de habilidade no manejo das ditas.
Aconteceu-me isso a mim, dei mecha na bomba larguei-a antes de tempo, joguei-a para fogueira, a bomba não rebentou.... fui buscá-la de novo e ela... pum... mas ainda consegui largá-la a tempo.
Bombas e bechininas de S. João nunca mais... jurei a mim mesmo.
CARRETILHAS, BOMBAS E BECHININAS
Essa coisa da “carretilha” ou pistolas de fogo
Que expeliam jactos faiscantes que desenhavam
Caprichosas figuras luminosas nesse jogo
Jogado entre os carretilheiros que as largavam
Confesso não saber o que são nem as conhecer,
Só conheci as becheninas e as bombas de S. João.
Que largávamos à fogueira e desatavam a correr
E as bombas largavamo-las antes de rebentar na mão.
És tu Luís que dizes que as ditas eram empunhadas
Por manipuladores que as jogavam naquelas noitadas
Onde desenhavam caprichosas figuras luminosas...
E dizes ainda que no barrocal algarvio havia
Combates de carretilhas até quase ao romper do dia
O que tornava aquelas noites mais saborosas.
João Brito Sousa
domingo, 19 de agosto de 2007
O DOMINGO NA PRAIA DA ALTURA
PORTO, 2007.08.19
AQUI É SEMPRE DOMINGO...
Na Praia da ALTURA... dizes tu que é assim...
Sempre domingo... sempre dia de descanso...
E eu, que só trabalhando sinto dentro de mim
A vida... porque só assim é que nunca me canso.
È que, no meu fraco entendimento, o trabalho..
Pede descanso e que este o reponha da fadiga.
E eu, se a alcanço fico ali desperto como um alho
Para que a vida em toda a plenitude prossiga.
Descansar é não termos nenhum compromisso?...
Ok. Mas o que é que o médico te dirá sobre isso?...
Se calhar diz-te: mexa-se já daqui para fora!...
Camarada Silva, como eu tão bem te entendo...
A vida são dois dias , vamos comendo e bebendo
E descansando como o temos feito até agora..
João Brito Sousa
AQUI É SEMPRE DOMINGO...
Na Praia da ALTURA... dizes tu que é assim...
Sempre domingo... sempre dia de descanso...
E eu, que só trabalhando sinto dentro de mim
A vida... porque só assim é que nunca me canso.
È que, no meu fraco entendimento, o trabalho..
Pede descanso e que este o reponha da fadiga.
E eu, se a alcanço fico ali desperto como um alho
Para que a vida em toda a plenitude prossiga.
Descansar é não termos nenhum compromisso?...
Ok. Mas o que é que o médico te dirá sobre isso?...
Se calhar diz-te: mexa-se já daqui para fora!...
Camarada Silva, como eu tão bem te entendo...
A vida são dois dias , vamos comendo e bebendo
E descansando como o temos feito até agora..
João Brito Sousa
CULTURA E INVESTIGAÇÃO
PORTO, 2007.08.19
À minha mulher ELISABETE
CULTURA E INVESTIGAÇÃO
O blog “LuardeJaneiro” é um espaço da cultura
Que recomendamos vivamente a passagem por lá...
Mesmo aquelas pessoas que não gostam nada da leitura
Devem-no fazer porque o blog é do melhor que há.
História, literatura e outros temas de investigação,
São ali tratados de forma exaustiva e cuidada...
E a autora do espaço põe neles grande dedicação
Porque se não fosse assim o trabalho não valeria nada..
Ela reparte com os outros um pouco da sua luta diária
Porque entende que a vida só vale se for solidária
E é também nesse contexto especial que eu a admiro...
E peço-te que continues... porque assim a tua existência
Está plenamente justificada na tua exigente consciência
E acredita que a essa tua linha de actuação eu adiro...
João Brito Sousa
À minha mulher ELISABETE
CULTURA E INVESTIGAÇÃO
O blog “LuardeJaneiro” é um espaço da cultura
Que recomendamos vivamente a passagem por lá...
Mesmo aquelas pessoas que não gostam nada da leitura
Devem-no fazer porque o blog é do melhor que há.
História, literatura e outros temas de investigação,
São ali tratados de forma exaustiva e cuidada...
E a autora do espaço põe neles grande dedicação
Porque se não fosse assim o trabalho não valeria nada..
Ela reparte com os outros um pouco da sua luta diária
Porque entende que a vida só vale se for solidária
E é também nesse contexto especial que eu a admiro...
E peço-te que continues... porque assim a tua existência
Está plenamente justificada na tua exigente consciência
E acredita que a essa tua linha de actuação eu adiro...
João Brito Sousa
sábado, 18 de agosto de 2007
A VIDA E RAUL BRANDÃO
COMENTÁRIO DO CAMARADA ARNALDO SILVA
transformado em post
Recebi de um velho amigo, o seguinte texto:
Amigo Brito,
Folgo em verificar que a "rentrée" nestas andanças das coisas da Literatura e suas publicações no Blog vem retomando o ritmo, a intensidade e a qualidade que se vinha desfiando até à partida para férias, presenteando-nos com temas de qualidade e interesse irrefutáveis.
Estamos aí, contigo. Disponíveis para receber e comentar. E para demonstrar ao Raul Brandão que a vida não tem que ser necessariamente e não o é, em definitivo, um acto religioso e muito menos é um acto estúpido e inútil. A vida é simplesmente a vida!
E cada um de nós tem uma vida. Própria. Pessoal. Distinta de todas as outras vidas de todos os outros viventes.
Dizer que a vida é um acto estúpido e inútil apenas porque se sabe de antemão que ela não é eterna é no mínimo característico de um ser que não aprendeu a viver.
A vida vive-se numa permanente e renovada corrente de sentimentos. É na qualidade desses sentimentos que reside a utilidade e a qualidade da vida.
E cada um de nós tem uma vida. Própria. Pessoal. Distinta de todas as outras vidas de todos os outros viventes.
Dizer que a vida é um acto estúpido e inútil apenas porque se sabe de antemão que ela não é eterna é no mínimo característico de um ser que não aprendeu a viver.
A vida vive-se numa permanente e renovada corrente de sentimentos. É na qualidade desses sentimentos que reside a utilidade e a qualidade da vida.
Esqueça-se o pessimismo de Raul Brandão!
Viva-se a vida! Por ela, com ela e para ela! Sempre!
Arnaldo silva
Felizmente reformado
O MEU COMENTÁRIO
O camarada Arnaldo Silva, afilhado de casamento, colega de curso, de quarto alugado no Sacramento à Lapa e amigo firme entre outros atributos, leva vantagem sobre todos nós outros, que andamos por aqui a arranjar desculpas pela suposta ingratidão da vida, simplesmente porque o Arnaldo Silva gosta e sobretudo sempre gostou da vida.
Posso dizer, porque constatei isso durante anos, que o Silva é um apaixonado da vida e apaixonado pela vida.
Felizmente que tem uma vida boa, quero dizer, tem a vida que quis ter e funciona dentro dela como peixe na água. E por esta ordem de ideias é um acérrimo defensor da vida. Aliás, sempre foi...
Mas, e perguntar-se-à? E se as coisas não tivessem corrido tão bem assim ao camarada Silva, como seria a sua abordagem à vida?...
Por exemplo, se tivesse tido o azar que teve um amigo comum que, após um acidente de viação, perdeu a esposa jovem ainda e levou para uma cadeira de rodas, totalmente inoperativo, um filho de dez anos, que sobreviveu até aos trinta, sempre na condição de dependente?...
È claro que o acidente, também faz parte da vida. Mas depois do acidente, que veio provocar desajustamentos profundos no quotidiano, poderá continuar-se a ter pela vida a mesma consideração, apego e amor de outrora?...
A vida não é possuída de um comportamento linear; tem oscilações e por vezes graves e injustas. A reparação do acidente muitas vezes não se faz e daqui pode surgir o desamor à vida.
E poder-se-à ter amor e consideração por uma situação injusta?
Raul BRANDÃO, que eu particularmente aprecio, no seu texto “BALANÇO À VIDA”, diz efectivamente que “Ou a vida é um acto religioso- ou um acto estúpido e inútil”
Mas depois continua com este naco de prosa fantástico: “Considero os meses mais felizes da minha vida aqueles em que eu e a minha mulher fomos viver para uma aldeia remota. Ainda hoje me penetra a solidão perfumada dos montes. A casa não tinha vidros e à noite o silêncio doirado de estrelas entrava pelas janelas e desabava sobre nós... Há horas em que as coisas nos contemplam e estão por um fio a comunicar connosco. Às vezes é um nada, um momento de êxtase em que distintamente ouvimos os passos da vida caminhando. O homem sozinho está mais perto de Deus e das coisas eternas. Sabe-lhe melhor a vida; compreende melhor a morte. Um pormenor que o interesse, entranha-se-lhe na alma para sempre, como um perfume que nunca mais se esvai... Ainda este ano o MAIO foi tão quente que toda a noite se lavrou ao luar”...
Quem escreve isto e desta maneira, tem de, forçosamente amar a vida...
Como o Arnaldo Silva e eu e mais uns milhares... a amamos.
João Brito Sousa
Felizmente reformado
O MEU COMENTÁRIO
O camarada Arnaldo Silva, afilhado de casamento, colega de curso, de quarto alugado no Sacramento à Lapa e amigo firme entre outros atributos, leva vantagem sobre todos nós outros, que andamos por aqui a arranjar desculpas pela suposta ingratidão da vida, simplesmente porque o Arnaldo Silva gosta e sobretudo sempre gostou da vida.
Posso dizer, porque constatei isso durante anos, que o Silva é um apaixonado da vida e apaixonado pela vida.
Felizmente que tem uma vida boa, quero dizer, tem a vida que quis ter e funciona dentro dela como peixe na água. E por esta ordem de ideias é um acérrimo defensor da vida. Aliás, sempre foi...
Mas, e perguntar-se-à? E se as coisas não tivessem corrido tão bem assim ao camarada Silva, como seria a sua abordagem à vida?...
Por exemplo, se tivesse tido o azar que teve um amigo comum que, após um acidente de viação, perdeu a esposa jovem ainda e levou para uma cadeira de rodas, totalmente inoperativo, um filho de dez anos, que sobreviveu até aos trinta, sempre na condição de dependente?...
È claro que o acidente, também faz parte da vida. Mas depois do acidente, que veio provocar desajustamentos profundos no quotidiano, poderá continuar-se a ter pela vida a mesma consideração, apego e amor de outrora?...
A vida não é possuída de um comportamento linear; tem oscilações e por vezes graves e injustas. A reparação do acidente muitas vezes não se faz e daqui pode surgir o desamor à vida.
E poder-se-à ter amor e consideração por uma situação injusta?
Raul BRANDÃO, que eu particularmente aprecio, no seu texto “BALANÇO À VIDA”, diz efectivamente que “Ou a vida é um acto religioso- ou um acto estúpido e inútil”
Mas depois continua com este naco de prosa fantástico: “Considero os meses mais felizes da minha vida aqueles em que eu e a minha mulher fomos viver para uma aldeia remota. Ainda hoje me penetra a solidão perfumada dos montes. A casa não tinha vidros e à noite o silêncio doirado de estrelas entrava pelas janelas e desabava sobre nós... Há horas em que as coisas nos contemplam e estão por um fio a comunicar connosco. Às vezes é um nada, um momento de êxtase em que distintamente ouvimos os passos da vida caminhando. O homem sozinho está mais perto de Deus e das coisas eternas. Sabe-lhe melhor a vida; compreende melhor a morte. Um pormenor que o interesse, entranha-se-lhe na alma para sempre, como um perfume que nunca mais se esvai... Ainda este ano o MAIO foi tão quente que toda a noite se lavrou ao luar”...
Quem escreve isto e desta maneira, tem de, forçosamente amar a vida...
Como o Arnaldo Silva e eu e mais uns milhares... a amamos.
João Brito Sousa
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
ESPERA POR MIM
PORTO, 2007.08.19
ESPERA POR MIM
Não gostaste do que eu disse
Pensaste logo mal de mim
Mas na vida
não deve ser assim...
Se eu ao menos conseguisse
Fazer-te ver que na relação
Não é só um que tem razão...
Era excepcional.
Por isso
não leves a mal.
Espera por mim...
Que na vida é mesmo assim,
Amigos em primeiro lugar
È o que temos de pensar
Em ser...
Porque só assim podes crer
Aconteça o que acontecer
Será sempre bom
para ti e para mim
Espera por mim
Que a vida deverá ser assim ...
João Brito Sousa
ESPERA POR MIM
Não gostaste do que eu disse
Pensaste logo mal de mim
Mas na vida
não deve ser assim...
Se eu ao menos conseguisse
Fazer-te ver que na relação
Não é só um que tem razão...
Era excepcional.
Por isso
não leves a mal.
Espera por mim...
Que na vida é mesmo assim,
Amigos em primeiro lugar
È o que temos de pensar
Em ser...
Porque só assim podes crer
Aconteça o que acontecer
Será sempre bom
para ti e para mim
Espera por mim
Que a vida deverá ser assim ...
João Brito Sousa
O SENHOR LOPES
O SENHOR LOPES
Trabalho népia... nunca vi o Lopes fazer nenhum!...
Chega, cumprimenta com um bom dia na manhã serena
E vai ver do jornal; de lá do fundo vejo-o vir com um
E lá se senta e diz entretanto para a patroa, a D. Mena
É um pingo D. Mena diz ele já de jornal na mão..
E segreda-me: isto é um vício ler o jornal de graça.
Olha em redor e conta os fregueses que lá estão
E diz – me que já me dá o jornal porque sou boa praça.
E é pelo empresário Lopes que não paga para ler
E pelos outros todos que fazem igualmente por ser
Iguais ao Lopes porque o jornal não querem comprar...
Que está justificado a crise na bolsa de cada um
(Dizem que ano igual a este não virá mais nenhum)
Mas, enquanto houver estrada é para continuar
João Brito Sousa
Trabalho népia... nunca vi o Lopes fazer nenhum!...
Chega, cumprimenta com um bom dia na manhã serena
E vai ver do jornal; de lá do fundo vejo-o vir com um
E lá se senta e diz entretanto para a patroa, a D. Mena
É um pingo D. Mena diz ele já de jornal na mão..
E segreda-me: isto é um vício ler o jornal de graça.
Olha em redor e conta os fregueses que lá estão
E diz – me que já me dá o jornal porque sou boa praça.
E é pelo empresário Lopes que não paga para ler
E pelos outros todos que fazem igualmente por ser
Iguais ao Lopes porque o jornal não querem comprar...
Que está justificado a crise na bolsa de cada um
(Dizem que ano igual a este não virá mais nenhum)
Mas, enquanto houver estrada é para continuar
João Brito Sousa
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
O PASTOR DAS CASAS MORTAS
Porto, 2007.08.16
O Pastor das Casas Mortas de
DANIEL DE SÁ chegou hoje.
O PASTOR DAS CASAS MORTAS
É uma obra de um autor português e dos melhores
Açoriano autêntico e professor primário como eu.
Que conta a história passada numa aldeia de pastores
Onde um deles contra o despovoamento se bateu...
MANUEL CORDOVÃO de seu nome, anotava
No seu caderno diário as degradações das casas,
E os enormes prejuízos que para a aldeia resultava
Dessa prática constante dos que batiam as asas
Não emigrem todos... não nos deixem por favor...
Há na vida, sempre, uma hora certa para o amor
E é quando se entra em casa e se fecham as portas.
Entro eu, o patrão, depois a esposa e as filhas
Para vivermos em sossego em todas estas ilhas
Era isto o que queria o pastor das casas mortas
João Brito Sousa
O Pastor das Casas Mortas de
DANIEL DE SÁ chegou hoje.
O PASTOR DAS CASAS MORTAS
É uma obra de um autor português e dos melhores
Açoriano autêntico e professor primário como eu.
Que conta a história passada numa aldeia de pastores
Onde um deles contra o despovoamento se bateu...
MANUEL CORDOVÃO de seu nome, anotava
No seu caderno diário as degradações das casas,
E os enormes prejuízos que para a aldeia resultava
Dessa prática constante dos que batiam as asas
Não emigrem todos... não nos deixem por favor...
Há na vida, sempre, uma hora certa para o amor
E é quando se entra em casa e se fecham as portas.
Entro eu, o patrão, depois a esposa e as filhas
Para vivermos em sossego em todas estas ilhas
Era isto o que queria o pastor das casas mortas
João Brito Sousa
CIDADE DO PORTO
A CIDADE DO PORTO
É aqui que vivo agora e é aqui que leio e escrevo!...
É aqui que passo os dias alegremente....observando
A história das ruas antigas sobre as quais me atrevo
A ler o seu passado enquanto nelas vou passeando...
Ruas com o vestígio de grandes unidades industriais
De Bancos, de Seguradoras, de Comércio e de vários!...
E é esta a grande cidade que antigamente foi das tais
Que nunca esqueceu a nobre função dos seus operários.
Cidade liberal, honrada, nobre democrática e séria...
Que de ninguém recebeu lições acerca de tal matéria
E que se impôs ao Mundo pela sua hospitalidade....
E está preparada para a luta quando amanhece
E fala mal do poder porque este não reconhece
Nela a grandiosidade de uma autêntica cidade ...
João Brito Sousa
É aqui que vivo agora e é aqui que leio e escrevo!...
É aqui que passo os dias alegremente....observando
A história das ruas antigas sobre as quais me atrevo
A ler o seu passado enquanto nelas vou passeando...
Ruas com o vestígio de grandes unidades industriais
De Bancos, de Seguradoras, de Comércio e de vários!...
E é esta a grande cidade que antigamente foi das tais
Que nunca esqueceu a nobre função dos seus operários.
Cidade liberal, honrada, nobre democrática e séria...
Que de ninguém recebeu lições acerca de tal matéria
E que se impôs ao Mundo pela sua hospitalidade....
E está preparada para a luta quando amanhece
E fala mal do poder porque este não reconhece
Nela a grandiosidade de uma autêntica cidade ...
João Brito Sousa
BOAS FÉRIAS
BOAS FÉRIAS
Para todos os bloguistas... mas em especial
Para o A. Contreiras lá do APCGORJEIOS.
Para que venha de férias com a vontade total
De melhorar o seu blog por todos os meios.
Porque é já um grande espaço da cultura
Onde a informação é tratada com rigor.
Coloca muito bem os assuntos e não mistura
Os que não sabe com os que sabe de cor.
É assim este excelente espaço dos Gorjões
Onde se colocam bons artigos e opiniões
Que são publicadas e colocados à disposição
De todos aqueles que por isto se interessam
Que gostam de discutir ideias e participam
Na discussão de todos os assuntos da região.
João Brito Sousa
Para todos os bloguistas... mas em especial
Para o A. Contreiras lá do APCGORJEIOS.
Para que venha de férias com a vontade total
De melhorar o seu blog por todos os meios.
Porque é já um grande espaço da cultura
Onde a informação é tratada com rigor.
Coloca muito bem os assuntos e não mistura
Os que não sabe com os que sabe de cor.
É assim este excelente espaço dos Gorjões
Onde se colocam bons artigos e opiniões
Que são publicadas e colocados à disposição
De todos aqueles que por isto se interessam
Que gostam de discutir ideias e participam
Na discussão de todos os assuntos da região.
João Brito Sousa
AOS ALENTEJANOS
AOS ALENTEJANOS
Todos eles são homens de paz e sabedoria.
Homens justos, homens de bem e competentes!...
Só eles sabem quanto é grande essa alegria
De produzir para dar de comer a toda a gente...
É o Alentejo que produz e alimenta a malta !...
É o alentejano que canta no rancho como o rouxinol.
É ali que se vê o que é que o País ainda tem falta.
Se é preciso trablhar ou não do nascer ao por do Sol.
Velho alentejo das ovelhas e também dos cantores
Digam lá se é preciso ir à CEE buscar mais pastores
Ou se os que temos já é suficiente para guardar o gado?..
Não queremos que vos falte nada ó povo dum cabrão
Sem ofensa e à memória de todos os que já lá estão
Daqui vai, por toda a ajuda que me deram o meu obrigado...
João Brito Sousa
Todos eles são homens de paz e sabedoria.
Homens justos, homens de bem e competentes!...
Só eles sabem quanto é grande essa alegria
De produzir para dar de comer a toda a gente...
É o Alentejo que produz e alimenta a malta !...
É o alentejano que canta no rancho como o rouxinol.
É ali que se vê o que é que o País ainda tem falta.
Se é preciso trablhar ou não do nascer ao por do Sol.
Velho alentejo das ovelhas e também dos cantores
Digam lá se é preciso ir à CEE buscar mais pastores
Ou se os que temos já é suficiente para guardar o gado?..
Não queremos que vos falte nada ó povo dum cabrão
Sem ofensa e à memória de todos os que já lá estão
Daqui vai, por toda a ajuda que me deram o meu obrigado...
João Brito Sousa
NA BIBLIOTECA ALMEIDA GARRETT
NA BIBLIOTECA
Consulto livros... e escrevo no computador...
E quando me apetece vou-me embora.
Foi este o meu terreno desde professor...
Por isso gosto daquilo que faço agora.
Descontraio-me e resolvo os problemas
Que surgem na minha vida quotidiana.
E assim torno as tardes mais amenas
E quando sei chegou o fim de semana.
E é aí que tenho a companhia dos estudantes
Que me fazem lembrar como eu era antes
E como difícil a minha vida no passado...
E é assim que passo o tempo aqui na cidade
Sem sobressaltos o que é bom para a minha idade
Porque se aproxima a tal hora de estar tudo acabado.
João Brito Sousa
Consulto livros... e escrevo no computador...
E quando me apetece vou-me embora.
Foi este o meu terreno desde professor...
Por isso gosto daquilo que faço agora.
Descontraio-me e resolvo os problemas
Que surgem na minha vida quotidiana.
E assim torno as tardes mais amenas
E quando sei chegou o fim de semana.
E é aí que tenho a companhia dos estudantes
Que me fazem lembrar como eu era antes
E como difícil a minha vida no passado...
E é assim que passo o tempo aqui na cidade
Sem sobressaltos o que é bom para a minha idade
Porque se aproxima a tal hora de estar tudo acabado.
João Brito Sousa
TERRAS DE EXÍLIO
TERRA DE EXÍLIO
Recuso-me a ser um exilado nesta Terra!....
Quero estar nela porque é nela que quero estar...
E todos os dias e horas são para dela desfrutar
Do mesmo prazer que teria se subisse a serra....
Onde uma vez lá chegado e o cansaço vencido...
Poderia admirar tudo no silêncio da tarde amena.
E concluir então que a minha alma não seria pequena
Por ter a possibilidade de saborear do prazer obtido.
A vida não é outra coisa que não isto: saborear!...
É nesse pequeno pormenor que nos devemos apoiar,
E deixar para trás todas essas coisas das imitações...
Horas só imitam horas... se nós a isso nos dispusermos,
E os dias, só dias e os anos só anos só se nós quisermos
Mas penso que por aí não.... daí só vêm desilusões....
João Brito Sousa.
Recuso-me a ser um exilado nesta Terra!....
Quero estar nela porque é nela que quero estar...
E todos os dias e horas são para dela desfrutar
Do mesmo prazer que teria se subisse a serra....
Onde uma vez lá chegado e o cansaço vencido...
Poderia admirar tudo no silêncio da tarde amena.
E concluir então que a minha alma não seria pequena
Por ter a possibilidade de saborear do prazer obtido.
A vida não é outra coisa que não isto: saborear!...
É nesse pequeno pormenor que nos devemos apoiar,
E deixar para trás todas essas coisas das imitações...
Horas só imitam horas... se nós a isso nos dispusermos,
E os dias, só dias e os anos só anos só se nós quisermos
Mas penso que por aí não.... daí só vêm desilusões....
João Brito Sousa.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
UM SONETO PARA OS GORJÕES
PORTO, 2007.08.15
Para o APCGORJEIOS
Do amigo ADOLFO PINTO CONTREIRAS.
BOAS FÉRIAS
Para todos os bloguistas... mas em especial
Para o A. Contreiras lá do APCGORJEIOS.
Para que venha de férias com a vontade total
De melhorar o seu blog por todos os meios.
Porque é já um grande espaço da cultura
Onde a informação é tratada com rigor.
Coloca muito bem os assuntos e não mistura
Os que não sabe com os que sabe de cor.
É assim este excelente espaço dos Gorjões
Onde se colocam bons artigos e opiniões
Que são publicadas e colocados à disposição
De todos aqueles que por isto se interessam
Que gostam de discutir ideias e participam
Na discussão de todos os assuntos da região.
João Brito Sousa
Para o APCGORJEIOS
Do amigo ADOLFO PINTO CONTREIRAS.
BOAS FÉRIAS
Para todos os bloguistas... mas em especial
Para o A. Contreiras lá do APCGORJEIOS.
Para que venha de férias com a vontade total
De melhorar o seu blog por todos os meios.
Porque é já um grande espaço da cultura
Onde a informação é tratada com rigor.
Coloca muito bem os assuntos e não mistura
Os que não sabe com os que sabe de cor.
É assim este excelente espaço dos Gorjões
Onde se colocam bons artigos e opiniões
Que são publicadas e colocados à disposição
De todos aqueles que por isto se interessam
Que gostam de discutir ideias e participam
Na discussão de todos os assuntos da região.
João Brito Sousa
terça-feira, 31 de julho de 2007
AO AMIGO ZÉ DA COVA (lá dos Moinhos)
Biblioteca Almeida Garrett, 2007. 07. 31
Ao meu amigo JOSÉ da COVA lá dos MOINHOS.
POESIA PARA UM AMIGO
Conhecemo-nos há tantos anos ó velho amigo!
Tantos que já te nasceram três filhos, vê lá...
E o tempo passou e não estive tanto contigo
Como gostaria ... mas amigo como tu não há.
É a ti ó Zé da Cova... a quem aqui me refiro
Tu que emigraste como os outros igualmente
E é aqui nestes versos, meu velho, que te insiro
Como o homem e amigo que trago na mente.
No Inverno eras tu que lá ias matar o animal...
Ia a malta toda mas tu é que tinhas o punhal....
Que cravavas no peito do bicho até ao coração.
E como tudo para o porco acabava rapidamente
Depois de uns grunhidos caía suavemente
Enquanto tu davas por cumprida a missão...
João Brito Sousa
Ao meu amigo JOSÉ da COVA lá dos MOINHOS.
POESIA PARA UM AMIGO
Conhecemo-nos há tantos anos ó velho amigo!
Tantos que já te nasceram três filhos, vê lá...
E o tempo passou e não estive tanto contigo
Como gostaria ... mas amigo como tu não há.
É a ti ó Zé da Cova... a quem aqui me refiro
Tu que emigraste como os outros igualmente
E é aqui nestes versos, meu velho, que te insiro
Como o homem e amigo que trago na mente.
No Inverno eras tu que lá ias matar o animal...
Ia a malta toda mas tu é que tinhas o punhal....
Que cravavas no peito do bicho até ao coração.
E como tudo para o porco acabava rapidamente
Depois de uns grunhidos caía suavemente
Enquanto tu davas por cumprida a missão...
João Brito Sousa
segunda-feira, 30 de julho de 2007
A TEORIA DO CONHECIMENTO
A TEORIA DO CONHECIMENTO.
Estava, com outros, na esplanada do café Aliança ...
E chega um de barba de mais ou menos da minha idade
Que não conheci logo nem com ele tinha confiança
Mas no passado tinha feito com ele uma boa amizade.
Era o Zé Maria Oliveira do Liceu, o que pintava
E logo depressa me identifiquei e disse quem era.
Daí para a frente foi fácil falar com o Zé que começava
Já a falar da Teoria do Conhecimento como uma fera...
Velha malta, amigos desse tempo que já passou...
Do tempo do Merdock, o cão por quem a cidade chorou
Criemos uma tertúlia para nosso engrandecimento...
E aí discutamos a Arte, a Filosofia e a Literatura
E as mil maneiras de se vencer nesta vida dura...
Por exemplo, através da Teoria do Conhecimento.
João Brito Sousa.
Estava, com outros, na esplanada do café Aliança ...
E chega um de barba de mais ou menos da minha idade
Que não conheci logo nem com ele tinha confiança
Mas no passado tinha feito com ele uma boa amizade.
Era o Zé Maria Oliveira do Liceu, o que pintava
E logo depressa me identifiquei e disse quem era.
Daí para a frente foi fácil falar com o Zé que começava
Já a falar da Teoria do Conhecimento como uma fera...
Velha malta, amigos desse tempo que já passou...
Do tempo do Merdock, o cão por quem a cidade chorou
Criemos uma tertúlia para nosso engrandecimento...
E aí discutamos a Arte, a Filosofia e a Literatura
E as mil maneiras de se vencer nesta vida dura...
Por exemplo, através da Teoria do Conhecimento.
João Brito Sousa.
VELHA AMIZADE.
FARO, 2007.07.26
Para o Joaquim Padeiro, velho amigo
que não o vejo há muito tempo.
EU, O VIEGAS E O ARNALDO SILVA.
Fomos os três almoçar ao restaurante da Doca
Aquele cujo boss é amigo do Joaquim Padeiro.
Comemos bem mas levámos cá uma coça,
Pagámos sim mas ficámos logo ali sem dinheiro.
Valeu sobretudo pelos “recuerdos” de outrora
E pela sã camaradagem em todos os momentos...
Éramos, afinal, três os amigos ali reunidos agora
Para conviver e recordar... nada de lamentos....
A vida continua e amanhã teremos mais almoços...
Como hoje onde se recordaram tempos de moços
Haja saúde é o que se deseja para esta juventude...
Que vem reunindo sempre, de perto ou à distância
Não lhe faltando para isso nem vontade nem ânsia
De estar presente como eu estive sempre que pude.
João Brito Sousa
Para o Joaquim Padeiro, velho amigo
que não o vejo há muito tempo.
EU, O VIEGAS E O ARNALDO SILVA.
Fomos os três almoçar ao restaurante da Doca
Aquele cujo boss é amigo do Joaquim Padeiro.
Comemos bem mas levámos cá uma coça,
Pagámos sim mas ficámos logo ali sem dinheiro.
Valeu sobretudo pelos “recuerdos” de outrora
E pela sã camaradagem em todos os momentos...
Éramos, afinal, três os amigos ali reunidos agora
Para conviver e recordar... nada de lamentos....
A vida continua e amanhã teremos mais almoços...
Como hoje onde se recordaram tempos de moços
Haja saúde é o que se deseja para esta juventude...
Que vem reunindo sempre, de perto ou à distância
Não lhe faltando para isso nem vontade nem ânsia
De estar presente como eu estive sempre que pude.
João Brito Sousa
terça-feira, 24 de julho de 2007
À ELIZABETE.
SÍTIO DA AREIA, 2007.07.24
Para a minha mulher ELIZABETE.
FOI UM MOMENTO MÁGICO
Quando eu te disse aló no telefone...
E tu disseste sim, estou .. sim.... o que é....
A princípio parecias-me um ciclone
Mas depois foste bastante simpática até...
E foste a mulher firme e determinada...
Que expuseste as tuas razões com rigor.
E hoje entre nós, de mal, não existe nada
Porque só tem cabimento existir amor.
O nosso dia a dia será com um ramo de flores
Onde haja felicidade de todas as cores
Onde o dia seja todo ele belo e não trágico.
Como esse momento de encanto que vivemos
Que nós a nós dois dissemos e prometemos
Ser felizes; esse foi um momento mágico.
João Brito Sousa
Para a minha mulher ELIZABETE.
FOI UM MOMENTO MÁGICO
Quando eu te disse aló no telefone...
E tu disseste sim, estou .. sim.... o que é....
A princípio parecias-me um ciclone
Mas depois foste bastante simpática até...
E foste a mulher firme e determinada...
Que expuseste as tuas razões com rigor.
E hoje entre nós, de mal, não existe nada
Porque só tem cabimento existir amor.
O nosso dia a dia será com um ramo de flores
Onde haja felicidade de todas as cores
Onde o dia seja todo ele belo e não trágico.
Como esse momento de encanto que vivemos
Que nós a nós dois dissemos e prometemos
Ser felizes; esse foi um momento mágico.
João Brito Sousa
NO ME HAY SENTIDO BIEN
BIBLIOTECA DE FARO, 2007.07.20
NÃO ME SINTO BEM...
Não sei o que tenho... talvez ansiedade!...
Mas de quê... se não há razão para tal.
Só se for do vento que faz pela cidade
Ou do ar condicionado que me faz mal.
Já hà dois dias me deu coisa igual...
Mas agora ya me sinto bastante bien.
Realmente no lo say que fuera tal
La vida tienne destas cosas tambien.
Te prepara que un dia tudo termina ...
Sin esperares te quedas en la esquina
E todo se foi y todo está terminado.
Se estás doente, calma, la vida es asi ...
Piensa en coisas que te agradem a ti
Y vive la vida con todo o agrado.
João Brito Sousa
NÃO ME SINTO BEM...
Não sei o que tenho... talvez ansiedade!...
Mas de quê... se não há razão para tal.
Só se for do vento que faz pela cidade
Ou do ar condicionado que me faz mal.
Já hà dois dias me deu coisa igual...
Mas agora ya me sinto bastante bien.
Realmente no lo say que fuera tal
La vida tienne destas cosas tambien.
Te prepara que un dia tudo termina ...
Sin esperares te quedas en la esquina
E todo se foi y todo está terminado.
Se estás doente, calma, la vida es asi ...
Piensa en coisas que te agradem a ti
Y vive la vida con todo o agrado.
João Brito Sousa
quarta-feira, 18 de julho de 2007
AO ZÉ GRAÇA DOS MOINHOS.
SÍTIO DA AREIA, 2007.07.18
POETANDO
AO ZÉ GRAÇA.
VELHO AMIGO ZÉ GRAÇA.
Conheci os AVÓS, conheci o PAI e conheço o Zé...
Gente de trabalho que subiu a corda a pulso na vida...
Quando nos encontramos mostra-me como um amigo é
Para, escuta e olha... abraça-me, e diz-me de seguida.
Velho amigo João ... enteado do Ti Manuel Leal
Professor de crianças e sempre.... sempre amigo da malta!
Safaste-te da agricultura; essa desgraçada que vai tão mal
Venceste na vida... o resto não interessa nem faz falta...
Campeão vencedor foste tu mais do que eu ó Zé Graça ! ...
És tu que criaste muitos postos de trabalho nesta praça...
Eu fui apenas um trabalhador dependente e nada mais.
Tu pertences aquela família respeitada e de poder
Ganho à custa do trabalho e sobretudo do muito querer
O lema de gente honrada como foram teus Avós e Pais
João Brito Sousa
POETANDO
AO ZÉ GRAÇA.
VELHO AMIGO ZÉ GRAÇA.
Conheci os AVÓS, conheci o PAI e conheço o Zé...
Gente de trabalho que subiu a corda a pulso na vida...
Quando nos encontramos mostra-me como um amigo é
Para, escuta e olha... abraça-me, e diz-me de seguida.
Velho amigo João ... enteado do Ti Manuel Leal
Professor de crianças e sempre.... sempre amigo da malta!
Safaste-te da agricultura; essa desgraçada que vai tão mal
Venceste na vida... o resto não interessa nem faz falta...
Campeão vencedor foste tu mais do que eu ó Zé Graça ! ...
És tu que criaste muitos postos de trabalho nesta praça...
Eu fui apenas um trabalhador dependente e nada mais.
Tu pertences aquela família respeitada e de poder
Ganho à custa do trabalho e sobretudo do muito querer
O lema de gente honrada como foram teus Avós e Pais
João Brito Sousa
ALMOÇO
FARO, 2007.07.16
RESTAURANTE RUAH....
FUI ALMOÇAR
Com o Xico Contreiras e o meu cunhado
No RUAH, que fica ao pé da loja do Xico.
E depois apareceram lá mais um punhado
De amigos que ainda não levaram sumiço....
Reinaldo Tarreta à cabeça, homem honrado...
Mais outros, como o Ervilha e o Engº JoãoRita
A festa vai andar; o Reinaldo já está reformado
E com ele não há nenhum campeão que compita...
Um amigo é como um irmão ou talvez mais...
São amizades diferentes mas ambas reais...
Por isso eu quero ter amigos de carne e osso.
Amanhã vou almoçar com as primas a Quarteira.
Sardinha assada com pimentos e oregãos à maneira,
Mas com o Xico Contreiras é sempre aquele almoço...
João Brito Sousa
RESTAURANTE RUAH....
FUI ALMOÇAR
Com o Xico Contreiras e o meu cunhado
No RUAH, que fica ao pé da loja do Xico.
E depois apareceram lá mais um punhado
De amigos que ainda não levaram sumiço....
Reinaldo Tarreta à cabeça, homem honrado...
Mais outros, como o Ervilha e o Engº JoãoRita
A festa vai andar; o Reinaldo já está reformado
E com ele não há nenhum campeão que compita...
Um amigo é como um irmão ou talvez mais...
São amizades diferentes mas ambas reais...
Por isso eu quero ter amigos de carne e osso.
Amanhã vou almoçar com as primas a Quarteira.
Sardinha assada com pimentos e oregãos à maneira,
Mas com o Xico Contreiras é sempre aquele almoço...
João Brito Sousa
sábado, 14 de julho de 2007
AO ALBERTINO BOTA
SÍTIO DA AREIA, 2007.07.14
Ao Albertino Bota.
POETANDO
Hoje tive a grata satisfação de estar à mesa
Com um dos Botas que só conhecia de ouvido.
E o que digo a seguir di-lo com a franqueza
Que diria um homem respeitado e esclarecido....
Não quer dizer que eu o seja mas falar do Bota
Exige grandes conhecimentos em psicologia.
Porque o Bota tem uma presença onde se nota
A simplicidade, a coerência e a sabedoria.
E é isto que evidencio num camarada...
Seja ele de posses ou não; não interessa nada
O que interessa acima de tudo é a honradez...
E pareceu-me que este Bota tem tudo isso
Em dose elevada e deixo aqui o compromisso
De o estudar melhor a próxima vez.
João Brito Sousa
Ao Albertino Bota.
POETANDO
Hoje tive a grata satisfação de estar à mesa
Com um dos Botas que só conhecia de ouvido.
E o que digo a seguir di-lo com a franqueza
Que diria um homem respeitado e esclarecido....
Não quer dizer que eu o seja mas falar do Bota
Exige grandes conhecimentos em psicologia.
Porque o Bota tem uma presença onde se nota
A simplicidade, a coerência e a sabedoria.
E é isto que evidencio num camarada...
Seja ele de posses ou não; não interessa nada
O que interessa acima de tudo é a honradez...
E pareceu-me que este Bota tem tudo isso
Em dose elevada e deixo aqui o compromisso
De o estudar melhor a próxima vez.
João Brito Sousa
terça-feira, 10 de julho de 2007
AO AUGUSTO MORENO.
MONTENEGRO, 2007.07.10
PARA O AMIGO AUGUSTO
Estou no Montenegro à procura
De um querido amigo de outrora.
Sinto que a amizade por ele perdura
Por isso o estou procurando agora...
Velho amigo que andas por aqui...
No Montenegro... no Caça e Pesca !
Hoje cheguei tarde e já não te vi
Ó camarada foste dormir a sesta.
Augusto.... deixo-te abraço grande
E crê que ande eu por onde ande
Não te querendo fazer favores...
Dos meus amigos de estimação
Digo-o com toda a dedicação
Estarás sempre entre os maiores.
João Brito Sousa
PARA O AMIGO AUGUSTO
Estou no Montenegro à procura
De um querido amigo de outrora.
Sinto que a amizade por ele perdura
Por isso o estou procurando agora...
Velho amigo que andas por aqui...
No Montenegro... no Caça e Pesca !
Hoje cheguei tarde e já não te vi
Ó camarada foste dormir a sesta.
Augusto.... deixo-te abraço grande
E crê que ande eu por onde ande
Não te querendo fazer favores...
Dos meus amigos de estimação
Digo-o com toda a dedicação
Estarás sempre entre os maiores.
João Brito Sousa
sexta-feira, 29 de junho de 2007
AOS SABINOS
PORTO, 2007.06.29
AOS SABINOS
Conheci o Pai e os dois filhos que já se foram...
E foi alguém os levou não se sabe para onde.!
Resta saber se foi sorte ou azar o que tiveram
Pois da vida não sabemos quando temos avonde.
Dos três... conheci melhor o filho mais novo
Era o Toino o velho amigo, o campeão!...
Disseram-me que tinha artes de curar o povo
E que a força vinha das duas ou de uma só mão.
E ainda recordo o irmão mais velho e o Pai
Um era do Banco e o outro grande poeta me sai
Portanto, gente que merecia estar ainda viva ...
Mas que fazer perante tamanha injustiça...
Alguém que os encontrou num dia sem preguiça
E meteu mãos à obra de forma proibitiva...
João Brito Sousa..
AOS SABINOS
Conheci o Pai e os dois filhos que já se foram...
E foi alguém os levou não se sabe para onde.!
Resta saber se foi sorte ou azar o que tiveram
Pois da vida não sabemos quando temos avonde.
Dos três... conheci melhor o filho mais novo
Era o Toino o velho amigo, o campeão!...
Disseram-me que tinha artes de curar o povo
E que a força vinha das duas ou de uma só mão.
E ainda recordo o irmão mais velho e o Pai
Um era do Banco e o outro grande poeta me sai
Portanto, gente que merecia estar ainda viva ...
Mas que fazer perante tamanha injustiça...
Alguém que os encontrou num dia sem preguiça
E meteu mãos à obra de forma proibitiva...
João Brito Sousa..
AO MEU PRIMO SEBASTIÃO DE BRITO.
Era bom aluno na Primária e continuou a estudar
Ingressando na Escola da cidade, primeiro no curso diurno.
Mas ao que parece não se deu bem; teve que mudar
E acabou por desistir andava a meio do curso nocturno.
Era esperto, desenhava bem e tinha gosto no que fazia
E descobriu que o seu lugar não seria nos BRACIAIS,
Mas sim , lá longe, afinal para onde toda a gente ia...
Que nesse tempo eram as Franças ou outros Países mais.
E o nosso parente abalou sem que se desse por isso...
Foi a salto e levava uma bolsa com pão chouriço
Legalizou-se lá, fez fortuna e regressou à suas origens.
Onde aufere rendimentos da reforma de lá e do trabalho
E mostrou às pessoas que era esperto como um alho
E vive do que lhe dá o campo e preserva os seus bens.
João Brito Sousa
Ingressando na Escola da cidade, primeiro no curso diurno.
Mas ao que parece não se deu bem; teve que mudar
E acabou por desistir andava a meio do curso nocturno.
Era esperto, desenhava bem e tinha gosto no que fazia
E descobriu que o seu lugar não seria nos BRACIAIS,
Mas sim , lá longe, afinal para onde toda a gente ia...
Que nesse tempo eram as Franças ou outros Países mais.
E o nosso parente abalou sem que se desse por isso...
Foi a salto e levava uma bolsa com pão chouriço
Legalizou-se lá, fez fortuna e regressou à suas origens.
Onde aufere rendimentos da reforma de lá e do trabalho
E mostrou às pessoas que era esperto como um alho
E vive do que lhe dá o campo e preserva os seus bens.
João Brito Sousa
quinta-feira, 28 de junho de 2007
GRATIDÃO A FARO.
GRATIDÃO
Como eu tenho uma dívida contigo!...
Ó cidade que me fizeste homem.
Por isso eu serei sempre teu amigo
E tenho por ti grande respeito também.
Foi aí que comecei a subir os degraus
Que me levaram ao lugar a que cheguei.
Tive aí contigo dias bons e dias maus
Mas lá no fundo fui eu que ganhei.
Com os conhecimentos que aí obtive
Voltei de novo à ESCOLA onde tive
O responsável papel de professor ...
Entrei na cidade para aprender e estudar
Mas agora sou eu que vou ensinar
Depois de aprovado nos exames sem favor.
João Brito Sousa
Como eu tenho uma dívida contigo!...
Ó cidade que me fizeste homem.
Por isso eu serei sempre teu amigo
E tenho por ti grande respeito também.
Foi aí que comecei a subir os degraus
Que me levaram ao lugar a que cheguei.
Tive aí contigo dias bons e dias maus
Mas lá no fundo fui eu que ganhei.
Com os conhecimentos que aí obtive
Voltei de novo à ESCOLA onde tive
O responsável papel de professor ...
Entrei na cidade para aprender e estudar
Mas agora sou eu que vou ensinar
Depois de aprovado nos exames sem favor.
João Brito Sousa
ALÓ SANTA BÁRBARA DE NEXE.
OS FILHOS DA TI ERMELINDA
São três moços os filhos da Ti Ermelinda
O António, o Xico e o Zé (ou o Bidéia)
Estão jovens mas o Xico já está na terra linda
Que se não sabem onde é fazem uma ideia...
Tudo gente trabalhadora e honrada
Gente amiga e séria claro está...
O António era bom para andar à porrada.
E neste momento vive com a filha no Canadá.
Resta o Zé Barbara ou o Bideia
Que vai a Santa Bárbara volta e meia
Ver a casa onde morou com a Mãe e o Pai...
E depois volta para casa; pois na rua não fica .
E vem até Vilamoura onde tem casa de gente rica
E onde passa o tempo e donde raramente sai.
João Brito Sousa
São três moços os filhos da Ti Ermelinda
O António, o Xico e o Zé (ou o Bidéia)
Estão jovens mas o Xico já está na terra linda
Que se não sabem onde é fazem uma ideia...
Tudo gente trabalhadora e honrada
Gente amiga e séria claro está...
O António era bom para andar à porrada.
E neste momento vive com a filha no Canadá.
Resta o Zé Barbara ou o Bideia
Que vai a Santa Bárbara volta e meia
Ver a casa onde morou com a Mãe e o Pai...
E depois volta para casa; pois na rua não fica .
E vem até Vilamoura onde tem casa de gente rica
E onde passa o tempo e donde raramente sai.
João Brito Sousa
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